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Mulher de policial civil nega agressões em bar do DF e contradiz testemunhas
Testemunha ouvida com exclusividade pelo Jornal de Brasília dá detalhes do ocorrido. Jovem teme pela própria segurança e das amigas

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Raphaella Sconetto
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A esposa do policial civil preso na madrugada desta sexta-feira (14) suspeito de agredi-la, negou todas as acusações de violência doméstica. Testemunha ouvida com exclusividade pelo Jornal de Brasília revelou detalhes do ocorrido. Disse que o policial estava bêbado e que chegou a ameaçar suas amigas com a arma, enquanto elas tentavam defender a mulher. A confusão ocorreu em um bar do Setor Bancário Sul. A Polícia Civil encaminhou o caso à Corregedoria.

O jovem de 23 anos, que prefere não se identificar, conta que esperava um transporte por aplicativo para ir embora, quando viu o policial civil discutindo com a mulher, por volta das 2h30. Naquele momento, o agente de polícia teria jogado uma garrafa de vidro no chão.

“Depois, eles seguiram para o carro. Quando vi, minha amiga já estava próxima dos dois para tentar defender a mulher, mas ele sacou a arma e apontou na cara dela. Uma outra amiga disse ‘não precisa disso’, e ele a ameaçou. Então, ele apontou a arma para a esposa e disse para entrar dentro do carro”, lembra.

Cotovela e mulher desacordada

No veículo, os dois começaram a se agredir. “Ela levou cotovelada, e tentava se proteger com as mãos”, conta o jovem. Depois disso, ele e suas amigas anotaram a placa do carro e ligaram para o 190, para informar o que estava acontecendo. “Aí, nosso carro chegou. Eles já tinham saído. Quando estávamos indo embora, vimos a mulher desacordada no asfalto e ele acompanhado de dois soldados do Exército”, relata.

O grupo permaneceu próximo ao policial civil e da esposa até a PM chegar. Quando a corporação chegou, conta o jovem, o policial ficou inquieto ao ouvi-los contando para os policiais o que havia ocorrido. “Ele puxou a arma também para os militares e ainda tentou fugir”.

A mulher foi levada para o Hospital Regional da Asa Norte e as testemunhas seguiram para a 5ª Delegacia de Polícia. No local, o policial civil prestou depoimento, dizendo que uma das testemunhas o atacou e que ele só mostrou a arma por conta disso. “Aí, [após atendimento médico] chega a esposa dele com o advogado, dizendo que não tinha sido agredida. Todas as acusações caíram por terra”, lamenta o jovem.

Insegurança

O policial civil assinou o Termo de Compromisso de Comparecimento e foi liberado em seguida. O garoto, agora, teme pela sua segurança e de suas amigas. “Temos muito medo. Como é da Polícia Civil, ele tem todos os nossos dados”, aponta.

Em nota, a Polícia Civil informou que o policial e a esposa foram encaminhados ao Instituto Médico Legal, e que, por enquanto, não há elementos para afirmar se ela foi realmente agredida, pois a vítima “não se recorda e não há lesões aparentes”. A corporação esclareceu ainda que a ocorrência foi encaminhada à Corregedoria para apuração.

Fonte: JornalDeBrasilia

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