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Parte da Rodoviária do Plano Piloto segue interditada; Novacap avalia estrutura
Técnicos da Novacap avaliam a estrutura mais uma vez para determinar os próximos passos para liberação do trecho bloqueado

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Jéssica Antunes
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Após cortes de cabos de sustentação, parte da Rodoviária do Plano Piloto segue interditada nesta quinta-feira (11) e por prazo indeterminado. O bloqueio ocorre no estacionamento da plataforma superior da área sul e no acesso às plataformas A e B do terminal. Técnicos da Companhia da Nova Capital (Novacap) avaliam a estrutura mais uma vez para determinar os próximos passos para liberação do trecho.

A Defesa Civil fez vistoria ainda na noite de quarta-feira (10) e, agora, acompanha se o isolamento é cumprido. Ainda não é possível estimar quando ocorrerá a liberação. De acordo com o coronel Sérgio Bezerra, subsecretário de Defesa Civil do DF, o procedimento padrão é isolar e evacuar, mas riscos de maior gravidade foram inicialmente descartados. “Visualmente, não parece ter risco de desabamento. Mas é preciso saber quanto a estrutura foi afetada. A engenharia trabalha com limites de segurança e ali está nesse limite. Para liberar, resta saber se a recuperação ocorrerá com ou sem escoramento”, esclarece.

Com a medida, passageiros enfrentam dificuldades para acessar o terminal do BRT e para pegarem coletivos para regiões como Universidade de Brasília (UnB), São Sebastião, Varjao e Paranoá. A rodoviária está em reforma desde 2016 e recentemente havia chegado a esta região. Por isso, parte da área já estava isolada para passageiros e apenas foi estendida. Agora, não é possível utilizar as escadas tradicionais e rolantes que dão acesso ao térreo por aquele lado.

Fotos: Matheus Albanez/Jornal de Brasília

A Procuradoria-Geral do DF vai ingressar com ação contra a empresa Vivo, que cortou cabos de sustentação enquanto prestava serviços no local sem autorização do governo. “Iremos cobrar da empresa a devida indenização pelos danos materiais causados ao patrimônio público do DF, bem como dano moral coletivo em razão da exposição ao risco das pessoas que transitam no local, causando incômodos e apreensão”, informou, em nota, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

A empresa também se pronunciou, em nota, sobre o ocorrido e alegou que houve “intercorrência” durante operação de cabeamento. “A Vivo esclarece que já está em contato com os órgãos competentes para fornecer todas as informações necessárias e tomar as medidas cabíveis”, afirmou. O Jornal de Brasília questionou a empresa a respeito do trabalho feito supostamente sem autorização, mas ainda não obteve retorno.

Fonte: JornalDeBrasilia

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